Faltando menos de dois meses para a posse dos eleitos nas eleições de domingo último, principalmente no que tange ao cargo de prefeito, sempre reina expectativa das mais diversas em torno do que poderá ser realizado com promessas e mais promessas, obedecendo a uma tradição que se estende ao longo dos anos.
No que concerne ao cargo de vereador, temos a impressão de que o número de candidatos tenha superado ao dos pleitos anteriores, onde a disputa pelo voto foi das mais acirradas e nem poderia ser diferente como acontece em todas as eleições com o objetivo de ocupação de uma cadeira junto ao Legislativo Municipal.
Um dos desafios para os próximos prefeitos será lidar com uma possível queda de arrecadação de impostos em decorrência da pandemia, que tem mexido com o bolso dos contribuintes, o que se leva a acrescentar a esta oportunidade o fato de que nenhum município consegue sobreviver com recursos próprios, sem que haja outras fontes de renda, entre elas, o Fundo de Participação dos Municípios.
Caso a economia não melhore depois do fundo auxílio, é possível que municípios tenham menos verbas para investir nas necessidades prioritárias e, não havendo um impulso nas arrecadações, as cidades de um modo geral estarão sujeitas a encontrar dificuldades para suportar a demanda das despesas indispensáveis dentro de um contexto geral.
Entendemos que o prefeito é a autoridade máxima na estrutura de uma administração pública do Poder Executivo do Município. Ele tem o dever de obedecer as regras impostas pela Constituição Federal de 1.988, definindo com precisão a aplicação das verbas repassadas pelo Estado e pela União em consonância com os bons princípios regidos por Lei neste campo administrativo.
Há de se fazer alusão ao orçamento anual do município pelo prefeito e votado pelos vereadores que compõem o Poder Legislativo para a devida apreciação e se está dentro de uma previsão que convença a maioria dos edis.
Tendo em vista o mandato de quatro anos, nesse período o prefeito deve zelar pela boa administração da cidade, empreendendo uma boa gestão da coisa pública, além de exercer controle do erário, planejar obras que resultem no bom andamento da administração, sejam elas de caráter de construção civil ou da área social.
Três aspectos fundamentais que sempre pesaram no prato da balança: saúde, educação e segurança. Quanto ao aspecto saúde, por melhor que seja o atendimento atual de cada cidade, nunca corresponde de uma forma eficaz, porém, entendemos que ultimamente as administrações do poder público têm se desdobrado para o aprimoramento dessa área indispensável.
Quanto à educação, há necessidade de se ampliar escolas, porque à medida que os dias, meses e anos se sucedem, a população cresce na mesma proporção, portanto, não pode haver descuido por porte do gestor público, já que, a educação é a base principal dos futuros profissionais nas diversas áreas que compreendem este campo educativo.
Quanto à segurança, sempre há necessidade de reforço do efetivo policial, atuando, principalmente nas escolas de todos os níveis e nos bairros distantes de cada cidade, onde as ocorrências acontecem com mais frequência e com mais intensidade nos dias presentes com o aumento que se verifica neste setor.
É certo também que, a partir do dia 1º de janeiro do próximo ano, prefeitos municipais terão de lidar com vários e inúmeros problemas agravados pela crise do coronavírus, mormente com o crescimento da população em situação de rua e queda de arrecadação, classificam-se um dos motivos de melhoria desse aspecto.