“O Juventus é uma família.” Em entrevista ao DRC, a fala do Presidente, técnico e fundador do Clube Atlético Juventus, Valdir de Oliveira, resumiu a noite da sexta-feira passada (15), data de aniversário do clube, que realizou 51 anos de existência. O evento aconteceu no espaço do campo de futebol do clube e contou com a presença ilustre de vários veteranos do time, além dos jogadores das categorias de base do Sub-7 e Sub-9.
Também estiveram presentes toda a diretoria do time: Ronald Penteado (Vice-Presidente), Edson Stek (1º Secretário), Cristiana de Oliveira (2º Secretária), André de Oliveira (1º Tesoureiro), Luís Garrito (2º Tesoureiro), Rodrigo Vitti (Diretor de Esporte), Claudio Ferreira (Diretor social), Marcio Altarugio (Diretor de patrimônio), Hailton Santos (Diretor-auxiliar de Patrimônio) e Jurandir Rodrigues (Conselho Deliberativo).
Fora a comemoração do 51º ano do time, também foi inaugurada a nova iluminação do campo, que terminou com partidas amistosas entre as categorias de base, com Juventus x Brasil Soccer, de Limeira, e pelo amador, com o time juventino contra o Rio Claro FC.
Em discurso emocionante, com um microfone na mão, o presidente do clube expressou agradecimento aos colaboradores diante dos pais e responsáveis dos alunos. “Queria agradecer a todos que estão presentes, aos pais e aos ex-jogadores que sempre estão com a gente. Tudo isso está sendo feito, porque vários de vocês estão suando a camisa para isso acontecer”, afirmou Valdir.

Além do anunciado, o presidente também convocou o ex-vereador, Valdir Andreeta, e os vereadores Adriano La Torre e Julinho Lopes, para expressarem mensagens de carinho e incentivo, tirou foto em ocasião especial com o prefeito Gustavo Perissinotto. O caso é que os agradecimentos não se limitaram ao microfone, tampouco a ocasião do discurso. Valdir de Oliveira, assim como o time, está marcado em muitos corações.
UMA FAMÍLIA
Para Gilberto Eugênio – o Giba -, atacante que jogou no Santos, nos anos 80, e que passou por outros times até jogar no Kyoto do Japão, e hoje disputa a bola pelo Master 5.0, o Juventus representa “tudo”. Uma história que começou desde os 8 anos de idade, na década de 1970. “O Juventus representa tudo pra mim. Eu comecei aqui. Assim como todo mundo, joguei nas categorias de base. E com o tempo, fui conseguindo outras oportunidades. Então, esse time representa o motivo daquilo que consegui depois”, diz o atacante.
Mas assim como Giba, outro jogador demonstra a mesma gratidão e ainda aumenta a família do Moleque Travesso. “Esse time aqui ajudou muita gente e muitos jogadores a migrarem pro profissional, vamos dizer assim. E realmente, na época, a nossa turma era de bons jogadores”, afirmou Orlando, que joga na posição de centroavante e disputou pelo juventino de 1979 a 1981.
Na entrevista, o centroavante relembra dos atletas Sérgio Guedes (que já atuou na Seleção Brasileira), Careca Bianchesi, Picolé, Luíz Emílio, Juquita e Tuto. “Além do futebol, o Juventus fez um grupo de amigos. E está cativando gerações novas, além de manter as antigas. Estamos formando uma grande família”, diz Orlando.

E Orlando não está só. Pedro Barbanera, goleiro que começou na base do Juventus nos anos 80, jogou pelo amador e ainda disputou como veterano nos anos 1999 a 2000, afirma: “Aqui no Juventus você pode ficar 10 anos sem ver ninguém. Mas quando volta não tem jeito. É família”. Palavras que são expressadas com um sorriso de orelha a orelha pelo goleiro, mas que se transformam em uma lágrima de emoção pelo lateral-direito e 2º tesoureiro do time, Luís Garrito.
“Valdir foi como um pai pra mim. Comecei aqui aos 6 anos (1975). Treinava com jogadores de uns 12 ou 14 anos. Mas mais do que aprender o verdadeiro futebol, aprendi o que é certo e errado, a ter respeito e a construir valores que levei pra minha vida, até profissional”, conta o lateral, emocionado.
Quem também endossa o trabalho realizado pelo Juventus é professor de educação física e fisioterapeuta Professor Juliano, que atuou no time de 85 a 95, integrando a equipe que sagrou-se campeã de todas as categorias do futebol de Rio Claro naquela época. Parabenizando o trabalho feito pelo amigo e técnico Valdir, o professor segue o exemplo realizando a formação de futuros atletas em projetos sociais no bairro Terra Nova.

Na sequência, o meia-direita Richard Filier não poupa os agradecimentos, além também de não esconder os motivos. O jogador, que começou aos 11 anos de idade, nos anos 70, foi para o juvenil do Velo Clube, se tornando profissional e, posteriormente, disputando o Campeonato Paulista pelo Mogi Mirim, em 1986.
Nos anos 90 continuou a carreira disputando pelo Amador em times como Anglo, Santana e Tigre. “Pra mim foi vitrine. Esse time me abriu portas para outros clubes. Me ajudou a construir minha carreira como jogador. Não à toa eu continuo por aqui”, afirma Filier. Um carinho compartilhado entre gerações 70, 80 e 90. E que apesar de passarem-se os anos, não se envelhece nunca. Afinal, o Juventus é uma grande família.
Por Samuel Chagas / Foto: Divulgação