Como sempre acontece nessa época do ano, os futurólogos já levantaram suas previsões para o próximo ano.
Como não poderia deixar de ser, o assunto em pauta passa pelo covid19. Por mais que não seja nenhuma novidade, seus impactos são esperados para 2021 em todos os segmentos. As empresas e os negócios criam expectativas não tão animadoras, principalmente para o primeiro semestre.
Muitos negócios deixaram de existir e vários outros estão em pé, principalmente pelas características muito peculiares dos empreendedores brasileiros.
Além da questão do vírus é preciso lembrar ainda que os aspectos políticos são extremamente preocupantes, já que a polarização além de acentuada não dá sinais de ser revertida a curto prazo.
Tudo que o país precisa neste momento é de integração e trabalho conjuntos para reverter uma situação que beira o caos institucional e que deixa os brasileiros apreensivos – pelo menos aqueles que se preocupam de fato com os rumos desta nação.
É preciso que haja uma profunda reflexão sobre o papel das instituições; é fundamental que cada uma cumpra seu papel e suas ações sejam pautadas pelo que está definido na carta magna: a constituição brasileira. O nível de ingerência entre os poderes chegou ao limite do suportável; se já não o ultrapassou.
Neste cenário, as empresas são diretamente afetadas e com isso, as condições mínimas para que a economia possa “girar”, fica comprometida. A vida das pessoas, por mais que ideologias contrárias sejam apresentadas, depende de condições econômicas favoráveis. Sem geração de trabalho e renda a “conta não fecha”.
Portanto, as tendências para 2021 sugerem uma absoluta necessidade de adaptação e inovação. A bem da verdade adaptação e inovação, neste caso, estão intimamente ligadas.
Rever métodos e “modelos” de gestão será crucial.
Sem muita capacidade de investimento, aliado a incerteza do momento, as empresas terão que buscar a melhoria dos processos. É preciso que elas aprendam de uma vez por todas que diminuir gente indiscriminadamente não é a solução mais inteligente. Sem gestão e processos alinhados à qualidade e com profissionais muito bem treinados – diminuir gente, na maioria dos casos, se perde em conhecimento e capacidade de reação. Além do que, automação requer profissionais especializados.
Trabalho online requer especialização.
Ainda que tenhamos “descoberto” que é possível e, em muitos casos mais barato, trabalhar em casa não é a “solução para todos os males”. Reuniões, negociações e atendimento “olho no olho”, não desaparecerão.
Outro fator importante neste tema é que se a empresa deseja realmente evoluir para uma presença online e um perfil digital assertivo e eficaz é necessário se preparar. É fundamental a utilização de ferramentas apropriadas, tecnologias eficientes e canais de comunicação confiáveis. Cuidado com soluções caseiras – um “prato cheio” para a concorrência.
E aqui vai uma dica: invista de fato em uma comunicação interativa e intuitiva, e neste caso seu site ou portal pode fazer uma grande diferença. Novamente tome cuidado com soluções que você colocará a disposição do seu cliente.
Inovar e adaptar, essa é a “bola da vez” para as empresas que querem continuar vivas em 2021.
Um Ano Novo de Paz e Saúde a todos nós! Até…
O autor é conferencista, palestrante e Consultor empresarial. Autor do livro Labor e Divagações. Envie suas sugestões de temas para o prof. Moacir. Para contatos e esclarecimentos: moa@prof-moacir.com.br / Viste: www.prof-moacir.com.br