O período de estiagem alerta para os focos de incêndios em diversos locais. Uma das áreas em Rio Claro que é atingida com frequência é a Floresta Estadual Edmundo Navarro de Andrade. O gestor da Floresta, Rodrigo Campanha, recebeu a equipe do Diário do Rio Claro para falar sobre a preocupação e também alertar sobre os danos.
Segundo Campanha, 99,9% dos incêndios são causados por ação humana, sendo criminosos ou acidentais. “Alguns fatores levam a esta avaliação: se constatamos, por exemplo, três pontos de incêndio, tudo indica que foi intencional ou por descarte de lixo, bituca de cigarro, soltura de balões, tudo isso também pode provocar os incêndios”, disse.
O gestor esclareceu ainda que, no ano passado, foram registrados dez focos de incêndio na Floresta, que atingiram 32,9 hectares da Feena. “Nós contamos com o Programa de Combate a Incêndios Florestais e Recuperação de Áreas Degradadas. Neste programa, a Feena possui o Plano Preventivo de Combate a Incêndios Florestais com os pilares de prevenção e combate. Desenvolvemos atividades voltadas ao tema”, disse.
Outra situação que oferece risco para possíveis incêndios são os rituais religiosos que acontecem com frequência em vários pontos da Feena. Durante a matéria, a equipe do Diário constatou resíduos de velas com pequeno foco. “Nosso objetivo é alertar e pedir a contribuição da população para prevenir as ocorrências. Analisamos que a educação ambiental, a participação das pessoas e a conscientização podem fazer efeito”, salientou Campanha.
O Gestor destaca ainda outras ações de prevenção. “Temos a execução de aceiros, divulgação nas mídias, educação ambiental e cursos de capacitação que são coordenados pela Secretaria de Infraestrutura e Meio Ambiente (SIMA), por meio do Comitê Executivo da Operação Corta Fogo, representado por membros da Coordenadoria de Fiscalização e Biodiversidade (CFB), Fundação Florestal, Instituto Florestal, Defesa Civil, Polícia Ambiental e Corpo de Bombeiro.
No último dia 15, uma grande área próxima à Unesp foi tomada pelo fogo. O gestor disse que, por pouco, a Floresta não foi comprometida. De acordo com informações da Defesa Civil, obtidas por intermédio de Wagner Martins Araújo, o incêndio se alastrou rapidamente por uma área de vegetação e atingiu aproximadamente 300.000 m².
O trabalho foi longo, com mais de cinco horas de atuação das equipes da Defesa Civil, em conjunto com o Corpo de Bombeiros e funcionários da Feena, que trabalharam no combate. “Nós ajudamos no combate e foi possível impedir que chegasse até a Floresta.
Quando se somam três instituições com suas equipes, ajuda muito. Dentro do nosso plano temos mapeados todos os parceiros da região, como prefeitura, Defesa Civil, Corpo de Bombeiros, usinas que possam ajudar numa eventual ocorrência maior de incêndio dentro da Feena”, frisou.