Em 19 de agosto de 1839, ocorria a apresentação do daguerreótipo, apelido da imagem gerada pelo protótipo de câmera criado por Louis Jacques Mandé Daguérre. A data foi internacionalizada como o Dia Mundial da Fotografia. O processo criado por Daguérre não foi o único daquele período, mas foi cedido ao governo francês e, por isso, tornou-se popular no Ocidente. Cada registro consistia em uma imagem fixada sobre uma placa de cobre ou material similar sobre uma camada de prata, formando uma superfície espelhada. Meses depois, em janeiro de 1840, chegava o primeiro daguerreótipo no Brasil, que é comemorado em janeiro no Dia Nacional do Fotógrafo.

A palavra fotografia significa “desenhar a luz” em grego e ganhou diferentes interpretações ao passar dos anos. Seja a partir de câmera analógica, de uma lente teleobjetiva ou dos sensores de um celular, a fotografia tem um protagonista tão importante quanto o seu dispositivo: o fotógrafo.

Em 1839, dificilmente se imaginaria que as pessoas estariam mais restritas aos cliques em suas residências por causa de uma pandemia biológica. O “novo normal” mudou a rotina de todos, mas, principalmente, de quem vive dos registros, das festas e das celebrações.

É o que acontece com os fotógrafos de Rio Claro, Thiago Fontana e Paulo Leonardo, que precisaram se reinventar em meio à pandemia. “Na minha profissão, houve adiamentos e cancelamentos de eventos”, revela Thiago, que disse que para suprir a ausência de eventos, passou a se dedicar a trabalhos realizados em áreas externas, como ensaios fotográficos, corporativos e publicidade. “Isso me deu espaço para estudar mais e buscar crescimento”, conta.

Segundo Paulo Leonardo, o período tem sido bem complicado. “Infelizmente, para nós fotógrafos, que dependemos de eventos em geral, foi bem complicado. Todos os eventos rentáveis, como 15 anos, casamentos, aniversários infantis, batizados, todos foram cancelados e/ou remanejados”, comenta.

Para Paulo, o período também está sendo para aprendizado. “Graças a Deus tenho uma profissão antes da Fotografia, engenheiro eletricista, na qual trabalho em indústrias cerâmicas há mais de 25 anos, portanto o suprimento da demanda vem daí. Relacionado à fotografia, são estudos e treinos que vamos realizando no dia a dia para estar sempre atualizados. Infelizmente é a nossa realidade, mas vai melhorar”, garante o fotógrafo.

Estudos e treinos foram as alternativas encontrada pelos fotógrafos para enfrentar a pandemia. Com isso, belíssimos registros foram feitos no período, eternizando um momento que, dificilmente, acreditávamos ter que passar. Ruas vazias, pessoas com máscaras e a beleza da natureza são desenhadas sob a luz de uma câmera fotográfica.

Fotos: Paulo Leonardo