Mudaram a competitividade de lugar
A maior parte daqueles que ficaram e, que estão em casa devido à pandemia, ainda que estejam “tolhidos” de poder ir ao shopping center, por exemplo, não experimentaram a escassez de alimentos e nem a falta de combustível.
Lamentavelmente, os postos de trabalho estão diminuindo em grande velocidade e a classe, realmente, trabalhadora vem enfrentando seríssimas dificuldades. Depois do Covid o desemprego será o maior mal que teremos que enfrentar.
No Brasil, este ano, fechamos o trimestre com quase 13 milhões de desempregados, segundo dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua Mensal (PNAD Contínua), o que afeta diretamente a produtividade das empresas com reflexos diretos na economia.
Quando a economia não “roda” os problemas sociais avançam e num país como o nosso onde, as políticas públicas ainda estão muito longe do aceitável para que o cidadão comum possa viver adequadamente, o futuro parece sombrio – infelizmente.
Mas o leitor pode estar se perguntando se com um cenário com tanta dificuldade e tão desfavorável, como ainda não enfrentamos problemas que já veem acontecendo nos países mais “desenvolvidos”?
São vários os aspectos que eu poderia elencar aqui, mas um deles é muito significativo para o Brasil; e ele está no campo.
A força do Agronegócio está se fazendo presente sob vários aspectos. O agronegócio não para e não parou, seja em que atividade for, com maior ou menor dificuldade.
Em relação aos dados do último trimestre, como citei acima, o setor foi o que menos sofreu com a queda de postos de trabalho, só perdendo para o funcionalismo público.
Somente nos últimos 10 anos, a atividade específica da Agricultura cresceu 15% sua participação no Produto Interno Bruto.
As Boas Práticas Agrícolas nunca foram tão necessariamente buscadas numa atividade que só tem experimentado crescimento. O homem do campo definitivamente começa a perceber que a partir de suas práticas mais profissionalizadas terá maiores oportunidades de crescimento.
A Gestão do negócio começa a tomar corpo nas atividades agrícolas, onde antes era vista como subatividade e onde os métodos e processos produtivos se baseavam na tradição e na passagem experiencial de pai para filho.
A geração de produtores rurais inclusive nas Unidades Agrícolas familiares está se modernizando com os filhos dos proprietários voltando das escolas, faculdades e universidades, trazendo novas ideias e novas tecnologias e, principalmente, dispostos a implementar procedimentos mais eficazes, de menor custo e de maior produtividade.
A sustentabilidade passa a ser palavra de ordem para quem quer se manter no agronegócio e demonstrar ao consumidor e ao mercado em geral que seus produtos são de qualidade superior e cultivados sob condições de rígidos controles, livre de resíduos ou contaminações.
E neste aspecto, não estou me referindo somente a produtos alimentícios. Hoje o consumidor mais ativo (e isto vem crescendo) não quer colocar no seu jardim ou na sala de estar da sua casa uma planta contaminada, que poderá trazer problemas a saúde da sua família.
A gestão pela qualidade, com requisitos e característicos que tornam os processos e as práticas agrícolas mais seguras e de cultivo correto estão se tornando parte do dia a dia dos produtores rurais em todo o País e nas mais diversas culturas.
Literalmente, a competitividade está mudando de lugar.
Até…
O autor é conferencista, palestrante e Consultor empresarial. Autor do livro Labor e Divagações.
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