IMPACTOS AMBIENTAIS NOS BIOMAS BRASILEIROS
Os biomas brasileiros Amazônia, Caatinga, Cerrado, Pantanal, Mata Atlântica e Pampa entre 2000 e 2018 tiveram saldo negativo de números absolutos das áreas naturais, porém a perda diminuiu de dimensão ao longo desses anos.
No Bioma Mata Atlântica é que ocorreu a maior desaceleração entre 2016 e 2018, conservando apenas 16,6% de suas áreas naturais, um percentual inferior entre todos os biomas brasileiros.

Os maiores quantitativos absolutos de redução das áreas naturais estão concentrados nos biomas Amazônia e Cerrado, sendo a perda maior o bioma da Amazônia (269,8 mil km²) e o Cerrado em segundo lugar com 152,7 mil km².
As razões que levam a essa diminuição estão à expansão da agropecuária e o crescimento da urbanização, que podem levar a ações cada vez mais exploratórias, áreas que apresentam grande diversidade vem sofrendo grandes ameaças de extinção, sem contar que o Brasil por possuir uma grande biodiversidade, pode sofrer com sua perda, caso leis ambientais de proteção dos biomas, não sejam mais efetivas e colocadas na prática.

Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) entre 2000 e 2018 a Amazônia perdeu quase 8% de sua cobertura florestal, substituídas principalmente em áreas de pastagem com manejo. Os biomas Pampa e Pantanal apresentaram o indicador de intensidade de mudança com proporções bastante superiores aos demais do território nacional. Ambos apresentam o indicador de valor 3, que retrata uma conversão de uso que era natural e passou diretamente ao antrópico intenso. Nos dois biomas Pampa e Pantanal, sobretudo na área agrícola, prevalecem a pastagem por manejo.

Nos biomas Mata Atlântica e Caatinga o decréscimo das áreas naturais foram significativos, uma vez que na Mata Atlântica percebe-se uma redução na extensão do seu ecossistema, que trouxe riscos de extinção de espécies animais e vegetais, e prejudicou a produção de água, manutenção do equilíbrio climático, controle de erosões e enchentes. Na Caatinga a desertificação tem avançado causando o empobrecimento do solo. E ainda no Pantanal, temos o avanço das queimadas e atividades agropastoris que favorecem o empobrecimento e processos erosivos do solo.

Concluindo, podemos dizer que os biomas brasileiros ambientalmente continuam vulneráveis a diferentes tipos de ameaças, por essa razão é necessária a união de esforços de empresas, governo, cidadãos e sociedade civil para garantir a conservação de tais biomas, adotando práticas sustentáveis de desenvolvimento e politicas públicas dequadas e consistentes, que visem à manutenção dos ecossistemas e salvação da biodiversidade dos biomas brasileiros.