Combate ao desperdício de alimentos
Em tempos de pandemia de Covid-19, esse tema é levantado e tem ainda mais questões. De acordo com a FAO (Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura), 14% de toda comida produzida no mundo estraga antes mesmo de chegar até o consumidor e isso é um índice muito alto.
Os alimentos que mais são desperdiçados são os tubérculos (batatas, mandioca, etc) e oleaginosas (nozes e outras castanhas) esses representam 25% do total de comida descartado antes de chegar nos supermercados. Na sequência, com 22% frutas e vegetais e com um índice menor produtos de origem animal e carnes com 12%. Além disso também há o desperdício dos alimentos que são rejeitados por sua aparência, por estarem feios por fora, apesar de estarem bons por dentro.
Depois que sai do campo o alimento percorre um longo caminho até chegar à mesa, pois ele ainda terá que ser processado, distribuído e comercializado e todas essas etapas geram inúmeros desafios para se evitar o desperdício, precisam ser cuidadosamente monitoradas, minimizando assim impactos negativos, como elevação dos preços ao consumidor.

Afirma a FAO que diminuir a perda e o desperdício de alimentos vai trazer grandes benefícios ao planeta e isso deve ser feito com urgência, pois pode acarretar em preços mais justos, alimentos mais acessíveis às pessoas com vulnerabilidade, redução do efeito estufa, aumento do crescimento econômico com maior produtividade, menor impacto nos recursos terrestres e hídricos.
Empresas como a BRF, dona das marcas Sadia, Perdigão e Qualy, já contam com práticas de ecoficiência no Brasil e no mundo e com ações que melhoram os processos e aprimoram os serviços. Possuem um programa de Sistema de Excelência Operacional (SEO) que foca a disciplina operacional produtiva estreitando os vínculos entre as atividades de agronegócio e industriais, reduzindo assim 70% entre os anos 2018 e 2020.
Recentemente para aprimorar mais e encontrar soluções que evitem o desperdício a BRF fez parceria com a EMERGE, uma organização que impulsiona a base científica no Brasil e 16 projetos de pesquisadores brasileiros foram selecionados pela “EMERGE Lab BRF”. Entre as iniciativas destacam-se as tecnologias que criam embalagens inteligentes, garantindo validade ainda maior aos produtos.

O Instituto BRF desde 2012 impactou mais de 400 mil pessoas com doações de alimentos para instituições parceiras que aproveitam totalmente o mesmo, até talos e sementes e promovem o armazenamento de forma correta, entre elas a Gastromotiva (RJ) que funciona com restaurante escola, preparando refeições para população em situação de rua.
Com apoio da Fundação Getúlio Vargas, pesquisa da Embrapa aponta que cada cidadão joga no lixo em torno de 42 kg de comida no Brasil, o suficiente para alimentar 13 milhões de pessoas se essa perda fosse evitada. Com o objetivo de ajudar na solução desse problema, a BRF criou a plataforma ECCO (Especialista em Consumo Consciente), que com parceria com outros órgãos renomados como a ANVISA, ensina como evitar os desperdícios de comida.
Acesse a Plataforma ECCO e aprenda a evitar o desperdício, ela apresenta sugestões para aumentar a durabilidade dos alimentos e seus conteúdos são separados em rápidas jornadas de aprendizado, como em época de pandemia dicas para melhorar o delivery de comida. O site apresenta o conteúdo de maneira didática e conta com um assistente virtual. Vamos nos desafiar a visitar o ECCO e ajudar a combater esse problema global descobrindo que com pequenas mudanças podemos fazer grande diferença.