Impactos ambientais das queimadas
As queimadas no Brasil concentram-se mais na região Centro-Oeste, mas também em algumas partes das regiões Norte e Nordeste. Nos meses de outubro a janeiro a ocorrência é maior no Nordeste, nos meses de julho a outubro a ocorrência é maior no Centro Oeste na região do bioma Pantanal e no Norte na região do bioma Amazônico.
As queimadas descontroladas são consideradas incêndios. Em florestas e outros biomas estão relacionadas ao desmatamento em que se queimando as plantas menores para facilitar o corte das árvores de médio e grande porte para a retirada da madeira e as queimadas urbanas, estão relacionadas a prática inadequada de atear fogo em terrenos baldios, fundamental evidenciar que as queimadas sem autorização de um órgão ambiental são consideradas crime ambiental passíveis de multas e detenções.

Como consequências das queimadas citamos a poluição do ar (devido a emissão de gases poluentes), degradação das terras (processos erosivos e diminuição da fertilidade dos solos), alterações no tempo atmosférico (dias escuros) e prejuízos graves para a biodiversidade (fauna e flora). Para os seres humanos a inalação da fumaça pode causar o sufocamento através do monóxido de carbono, envenenamento do corpo com substâncias químicas tóxicas, danificando a traqueia e os pulmões. Recomenda-se em caso de inalação de fumaça dirigir-se para um local fresco e arejado; deitar-se no chão e permanecer de lado; lavar o rosto com água ou soro fisiológico para aliviar o desconforto.
As queimadas na maioria das vezes são provocadas quando proprietários de terra a provocam de forma intencional, motivados pela disputa de terras agrícolas. Em regiões de pouca chuva, como nos cerrados, a queimada é provocada pela falta de umidade no ar e no solo.

Atualmente deparamos com a tragédia ambiental devido aos incêndios no bioma do Pantanal provocado por ação antrópica associada a escassez de chuva. As chamas já consumiam desde janeiro mais de um milhão de hectares do Pantanal, atualmente nos deparamos com imagens de animais mortos ou feridos pelo fogo, sendo que segundo o INPE – Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais os focos dos incêndios em agosto comparados ao mesmo período do ano passado estão quatro vezes maiores em proporção, sendo que as queimadas já consumiram 10% de todo o bioma. As chamas atingiram o Parque Estadual Encontro das Águas, na região de Porto Jofre, na cidade de Poroné (MT), este é o local que a concentração de onças pintadas é o maior do mundo.
Para conter as queimadas no Centro Oeste o governo está fazendo pouco ou quase nada, mas diversas ONGS estão ajudando a população afetada e atuando no resgate de animais. Por outro lado foram constatados por laudos periciais que os incêndios foram provocados por infratores que serão multados por prática ilegal de queimadas.

No município de Rio Claro a prefeitura está realizando a operação “De olho na queimada” com o objetivo de controlar incêndios e monitorar áreas de risco. Através dos telefones 193 (corpo de bombeiros) ou 199 (Defesa Civil) a população pode denunciar focos de incêndios em áreas verdes, vias públicas e terrenos. De acordo com a Defesa Civil “Uma pequena fogueira pode se tornar um grande incêndio”, portanto pede-se a colaboração da comunidade em geral para reduzir os riscos dos mesmos, os moradores não devem atear fogo em lixo, entulhos, galhos, folhas e outros materiais em terreno baldio. Além disso, drones estão sendo utilizados para localizar o foco das chamas, como exemplo, áreas localizadas no Parque São Jorge e região do bairro Bom Retiro. Em área rural o material retirado do local é destinado para a Polícia Ambiental, em área urbana é encaminhado para o Grupamento Ambiental do município para adotar as medidas pertinentes criminais ou administrativas.
Portanto, as queimadas tendem a registrar um crescimento ainda maior nesta época do ano, devido ao período de estiagem é fundamental adotarmos medidas para evitar as queimadas e proteger o meio ambiente: evitar jogar bitucas de cigarro no chão, não soltar balões, não fazer fogueiras próximas à vegetação, evitar queimar móveis ou lixo, capinar a área perto de sua casa, molhar faíscas de terra seca e evitar qualquer fagulha que possa atuar sobre a vegetação ressecada pela falta de chuvas, pois a maioria das causas dos incêndios é de origem humana e cabe a cada cidadão fazer a sua parte.
Por Eder Varussa