Em 1º de setembro de 1886, Rio Claro amanheceu, mais uma vez, imersa na tranquilidade. Mas, apesar disso, aquele era um dia diferente dos outros. Naquela manhã, a primeira edição do Diário do Rio Claro era colocada nas ruas e a data tornou-se um marco na história da cidade.
Fundado por José David Teixeira e originário do bissemanário “O Tempo”, o Diário teve inicialmente sua tipografia sediada na Avenida 2 nº 68. “Zé David”, escrevia diariamente colunas como “Troco Miúdo”, “Ouvimos Dizer” e “Cabriolas”. Frequentemente, publicava poesias de sua autoria, sob o pseudônimo de Madaleno.
Major David dirigiu o jornal até sua morte, ocorrida em 16 de março de 1934. Familiares assumiram a direção da empresa até dezembro de 1980 quando o Diário foi vendido ao empresário Geraldo Leonardo Zanello. O Diário também passou por grandes transformações internas, sempre acompanhando as mudanças tecnológicas e de alcance mundial.
1886
– Rio Claro é o terceiro maior produtor agrícola de São Paulo.
– O imperador D. Pedro II e comitiva visitam Rio Claro em 6 de novembro. Os visitantes são hóspedes de Siqueira Campos no casarão onde hoje é a Secretaria de Cultura, na Praça da Liberdade. O imperador é fotografado na estação ferroviária, no Jardim Público e na inauguração do Matadouro Municipal.
– As ruas ganham números. Inicialmente os nomes das ruas eram dados pelos próprios moradores, a exemplo de Rua do Campo, a Rua do Mato, a Rua do Meio, a Rua das Flores, a Rua das Formigas e a Rua da Boa Vista. Quando o caminho dava acesso a um determinado edifício público, recebia a denominação correspondente, como Rua da Matriz, Rua da Cadeia, Rua do Hospital e Rua Municipal ou Rua da Câmara.
1887
– Campanha abolicionista tem adesão de fazendeiros que alforriam escravos em dezembro.
1888
– Em grande festa no Jardim Público fazendeiros se antecipam à Abolição e anunciam alforria incondicional de escravos em 5 de fevereiro, data que se torna simbólica no município. A Lei Áurea é promulgada em 13 de maio.
– O Jardim Público é inaugurado em 15 de novembro. Inicialmente divido em duas quadras, passou por reformas e foi remodelado durante a administração de 1960 a 1963.
1889
– Proclamação da República. Lideranças locais comemoram a mudança de regime com diversos eventos e o plantio da Árvore da Liberdade, na Praça da Matriz, que passa se chamar Praça da Liberdade. Rio Claro ganha expressão como município pioneiro na campanha republicana. A família de Joaquim Salles lidera a política paulista. O jovem Marcello Schmidt inicia carreira de liderança local, até seu falecimento em 1929. Os dois grupos políticos passam por tensos enfrentamentos.