Polícia Civil prende cinco pessoas por estelionato e venda de cargos públicos em SP

Policiais civis prenderam três mulheres, de 51, 52 e 28 anos, e dois homens, de 53 e 32, por estelionato contra a administração pública e associação criminosa, na tarde desta quarta-feira (10). O flagrante ocorreu em Santo André, região metropolitana de São Paulo.
Após trabalho investigativo, a Polícia Civil constatou que os indiciados utilizavam uma imobiliária como fachada para vender cargos públicos como assessor parlamentar da Alesp e posições em órgãos da Administração Pública Estadual. Os criminosos vendiam os cargos pela quantia de R$ 100 mil e aceitavam veículos no pagamento – três carros, uma Mercedes, Hyundai/HB20 e Fiat/Toro foram apreendidos.
Outro autor, que utilizava vestimentas de policial civil e federal, foi identificado, mas até o momento não foi localizado. Os indiciados permaneceram à disposição da Justiça. O caso foi registrado como estelionato e associação criminosa no 77° DP (Santa Cecília). As investigações prosseguem para prender o outro envolvido.
Tornozeleiras: programa de segurança de SP se consolida na proteção das mulheres

Dias antes do Natal, um autônomo de 31 anos, monitorado com tornozeleira eletrônica, tentou se aproximar da casa da ex-companheira. A vítima possuía uma medida protetiva de urgência, porém, o infrator desrespeitou a ordem judicial. Ao entrar na área de exclusão, o alarme indicando a violação soou no Centro de Operações da Polícia Militar.
Imediatamente, uma viatura da área foi deslocada para o local. Em patrulhamento, o homem foi localizado, detido e encaminhado à delegacia. Mesmo com o alerta vibratório da tornozeleira, o infrator permaneceu no local, desrespeitando a determinação judicial.
A ação rápida, desde o acionamento da viatura até a detenção do indivíduo, impediu que ele tentasse qualquer tipo de contato com a vítima. Essa ação foi possível graças ao projeto piloto com foco na proteção das mulheres vítimas de violência doméstica e familiar implantado em São Paulo pela Secretaria da Segurança Pública (SSP) há quatro meses.
O programa, que prevê que agressores soltos em audiência de custódia sejam monitorados com uso de tornozeleira eletrônica, se estabeleceu como mais uma ferramenta de vigilância de acusados e de proteção da sociedade. Desde o início do projeto, 144 detidos receberam tornozeleira eletrônica após deliberação do Poder Judiciário em audiências de custódia. Do total, 65 foram por violência doméstica. Os demais monitorados com os equipamentos foram por crimes como tráfico de drogas, furtos e receptação.
“Esse projeto foi um grande acerto para que, de fato, o agressor detido por violência doméstica e solto em audiência de custódia seja monitorado e, em caso de descumprimento das medidas impostas, possa ser preso por uma equipe da Polícia Militar. Dessa forma, evitamos que ele se aproxime da vítima”, comentou o secretário da Segurança Pública, Guilherme Derrite.
O monitoramento dos agressores é realizado pelo Centro de Operações da Polícia Militar em tempo real. Em caso de invasão da área de exclusão, ou seja, na tentativa do agressor se aproximar novamente da mulher, a viatura mais próxima do local é imediatamente acionada. Ao mesmo tempo, um operador entra em contato com a vítima até que o infrator seja detido pela equipe e conduzido até a delegacia.
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