Única mulher eleita em Rio Claro para ocupar uma vaga no Legislativo, Carol Gomes (Cidadania) ressaltou que é contra cotas para mulheres, mas destacou as dificuldades enfrentadas pelas mulheres que têm que abdicar de muitas coisas para seguir na vida política. É a primeira vez em, pelo menos, vinte anos que a Câmara terá apenas uma mulher ocupando uma cadeira no Plenário.
“Falta representatividade para as mulheres, mas sou contra a cota para mulheres. Acredito que é um direito escolher nossos representantes, não pelo gênero, mas pelo trabalho que fazem. Muitas mulheres tiveram votação expressiva, mas muitas ainda ficam inibidas de colocar seus nomes à disposição. É preciso lembrar que um vereador não se elege do dia para a noite. Para cada escolha há uma renúncia, sempre renunciei muita coisa na minha vida. Eu precisava focar, não tinha dinheiro, mas tinha muita vontade e uma juventude que acreditava em mim e um sonho muito grande. Falta representatividade, falta as pessoas acreditarem nas mulheres, mas falta também as mulheres mostrarem essa luta no dia a dia. A gente não trabalho só no período de campanha, é preciso trabalhar o ano todo”, destacou a vereadora que se reelegeu com 1.533 votos, sendo a quinta mais votada.
A vereadora mais jovem a compor a legislatura 2021-2024, Carol disse estar feliz com a nova composição da Câmara, mas lamentou o número de abstenções. “As pessoas cobram muito, mas na hora de fazer valer o direito, não exercem sua arma que é o voto.” Sobre a composição disse que a cidade tem a ganhar com uma maior representatividade, com vários segmentos ganhando voz, como projetos sociais, causa animal, segurança e demais setores.
Foto: Diário do Rio Claro