Desconectar infância, meio ambiente e futuro é algo impossível segundo especialistas. Trata-se de assunto urgente trazer educação ambiental e sustentabilidade para as crianças aprenderem a lidar com os desafios do futuro e isso vai exigir mudanças na maneira de agir e pensar.
Como exemplo que essas transformações são necessárias e que a educação ambiental deve fazer parte do currículo escolar, é o fato de que “ os efeitos climáticos extremos já estão mudando as temperaturas e as estações do ano, e isso terá impacto direto na nossa produção de comida e no acesso a água”. Sensibilizar a população sobre a importância da preservação ambiental é assunto prioritário, principalmente em relação às futuras gerações.

Segundo a OMS (Organização Mundial da Saúde), entre quatro mortes de crianças, pelo menos uma está associada a riscos ambientais. Doenças respiratórias são causadas pela poluição do ar e aumento das ondas de calor e uma das maiores causas do deslocamento forçado das populações mais pobres do mundo são os eventos climáticos extremos.
Portanto, para que jovens e crianças estejam preparados para as dificuldades de acesso aos recursos naturais, é necessário que os mesmos conheçam a natureza e aprendam a preservá-la. Estimular a vontade de crianças e jovens de estarem perto da natureza é fundamental, porém os espaços de acesso à mesma estão cada vez mais escassos nos centros urbanos. Políticas públicas que ampliam e estimule o acesso da sociedade à natureza, propiciando maiores espaços com áreas verdes é fundamental, pois as famílias atuais dificilmente tem inciativas de educar dessa forma, propiciando o contato direto com espaços naturais, isso porque muitas vezes associam os mesmos com bichos perigosos e terra suja.

Atualmente muitas prescrições médicas incentivam o contato com a natureza, como andar de bicicleta, tirar um tempo para relaxar no parque, fazer uma caminhada ao ar livre. A Sociedade Brasileira de Pediatria incentiva o convívio com a natureza, pensando na saúde e no bem-estar das crianças. Estar em contato com áreas verdes facilita o tratamento de déficit de atenção, ansiedade e até depressão, pois estes diagnósticos estão crescentes no mundo atual. Espaços verdes equipados com trilha sensoriais, espaços recreativos, instrumentos interativos e lúdicos devem ser listados e fazem parte do planejamento das políticas públicas. Garantir a interação de crianças, jovens e adultos com a natureza é questão de saúde pública e deve ser prioridade entre os governantes, trazendo o verde para os centros urbanos.

Pensar no futuro é pensar nas ações de hoje, as mudanças estão em gestação, à educação ambiental não é restrita aos professores de ciência, campanhas de reciclagem, dia da árvore, ou qualquer data ambiental, deve abranger todas as disciplinas, fazendo um exercício de repensar a saúde financeira, emocional e ambiental já dentro de casa, pois a força do exemplo é a chave para enfrentarmos esses desafios.
