O número de empresas abertas no país cresceu, enquanto o fechamento caiu de janeiro a agosto, comparado com igual período do ano passado. Segundo o Ministério da Economia, em oito meses foram abertas 2,152 milhões de empresas, aumento de 0,5% em relação a igual período de 2019. Já o número de empresas fechadas chegou a 682.750, com queda 14,5%, nesse mesmo período de comparação.
Em Rio Claro, o cenário se repete, segundo dados fornecidos pela empresa Eicon, responsável pelo sistema de gestão tributária do município, à pedido do Diário do Rio Claro. Conforme os números, foram solicitadas 623 novas inscrições municipais entre janeiro e junho deste ano, enquanto 273 empresas solicitaram encerramento de inscrições no mesmo período. Apesar de animador, no comparativo com o ano passado, houve redução de 35% em novas inscrições municipais, entretanto, houve queda no fechamento de estabelecimentos. Em 2019, 413 empresas foram fechadas no primeiro semestre.
Para o CEO da Eicon, Luiz Alberto Rodrigues, “apesar de animador, esse número pode não representar a realidade da economia. Muitas empresas podem estar esperando o retorno pleno das atividades para contarem os prejuízos”. Apesar disso, a cidade teve aumento de 3% na arrecadação do imposto entre janeiro e junho deste ano, em relação ao mesmo período de 2019. O valor foi de R$ 26,5 milhões.
GASTRONOMIA
O Diário solicitou os números estratificados por ramo de atuação para verificar a abertura e fechamento de empresas em cada setor. Segundo os números, o maior volume de abertura de empresas foi para a categoria MEI em “Promoção de vendas”, com 64 solicitações. Entretanto, se somados os ramos de atividade, o que se destaca é a gastronomia. Foram 73 empresas que solicitaram abertura nos mais diversos segmentos voltados à alimentação.
Ao todo, foram 25 registros de ‘Comércio Varejista com predominância de produtos alimentícios’; 15 de ‘Fornecimento de alimentos preparados para consumo domiciliar’; 12 de ‘Restaurantes e similares’; 11 de ‘Comércio varejista de bebidas’; e 10 de ‘Lanchonetes, casas de chá, de sucos e similares’.
Para o presidente da Acirc, Antônio Carlos Beltrame, necessidades e oportunidades caminham lado a lado. “A abertura de novas empresas do setor gastronômico em Rio Claro confirma a frase anterior. Outro detalhe que devemos colocar atenção é que muitas dessas empresas são Empresários Individuais (MEI), por conta do baixo valor dos impostos. Porém, independente disso, são novos empresários e como tal, a ACIRC está pronta para contribuir”, declara.
MEI
Entretanto, a projeção é de que o número de empresas no ramo alimentício seja maior, já que, muitos que trabalham no ramo de alimentação não formalizam a abertura da empresa. Principalmente, pois a atividade é vista como uma complementação da renda, um trabalho temporário ou uma colaboração para quem está desempregado. Como é o caso da jovem Paola Seron, de 26 anos. Há dois anos ela fornece massas por encomenda no sistema delivery. Ela conta que não formalizou a abertura da empresa, porque não era a intenção continuar no ramo. “Na verdade, ainda não é essa a intenção, pois eu curso técnico em enfermagem no Bayeux, porém como precisava cuidar da minha mãe que ficou deficiente após uma cirurgia, precisei arrumar um trabalho em casa”, conta a jovem, que divulga o serviço através das redes sociais e amigos.
