Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), 11 milhões de novos casos de sífilis ocorrem por ano na América Latina, sendo que 70% destes casos no Brasil. A informação é do médico Alexander R. Salem, urologista que, uma vez mais, se prontificou a falar à reportagem do Diário do Rio Claro, desta feita com o desígnio de explanar acerca desta doença sexualmente transmissível (DST).
Definição e transmissão
De acordo com o profissional, a sífilis é provocada por uma bactéria (Treponema Pallidum), e se trata de uma doença que pode se comportar de maneira silenciosa, além da bactéria ficar latente no organismo e, mais tarde, se manifestar. “Salientamos que ela pode ser transmitida de forma vertical, ou seja, da mãe para o feto (por isso, em todo pré-natal, é solicitada sorologia para sífilis), através de transfusão sanguínea ou pelo contato com sangue contaminado e, logicamente, por via sexual de pessoas contaminadas”, expõe Salem.
Teste
O especialista destaca que, hoje, disponibiliza-se um teste rápido. Conforme ele, a rede pública (SUS), atualmente, possui este recurso, onde qualquer indivíduo, suspeitando do contágio da patologia, pode recorrer a este tipo de exame.
Estágios
Alexander R. Salem afirma que a sífilis pode ter três estágios, que são: primária, secundária e terciária, onde, nos dois iniciais, os sintomas são mais exuberantes. O urologista explica que na sífilis primária, nota-se lesão ulcerada (ferida – cancro duro), indolor, que depois desaparece espontaneamente. “É nesse momento que temos que tratar, já que depois ela pode aparecer noutras formas e as consequências podem ser drásticas”, esclarece.
Salem elucida que na sífilis secundária, surgem manchas vermelhas, principalmente nas palmas das mãos e plantares, com presença de febre, dor de cabeça, mal-estar, gânglios disseminados pelo corpo, inapetência, que também podem desaparecer espontaneamente, todavia, a doença fica ativa no organismo. Por fim, faz menção à sífilis terciária, a mais grave, onde, segundo Salem, pode haver comprometimento do sistema nervoso central, sistema cardiovascular e lesões nos ossos.
Diagnóstico
“Além do teste rápido já mencionado, pode ser feito através da coleta de exame de sangue (VDRL) ou de material retirado da própria lesão do genital. O tratamento é realizado através de antibióticos, como a penicilina (Benzetacil). A prevenção é a melhor maneira de evitar a doença, com uso de preservativo. E fique atento, pois esta patologia pode ser transmitida via oral e anal”, finaliza Alexander R. Salem.