A unidade Honda em Itirapina entrou em operação nessa quarta-feira (27), depois de três anos de atraso. A informação foi notícia nos principais veículos de comunicação do país.
Cerca de 400 funcionários trabalharam em um turno no primeiro dia. A informação foi dada ao Centenário pela assessoria de imprensa da empresa no fim da tarde de ontem.
Os trabalhadores foram transferidos da fábrica de Sumaré, de onde nos próximos dois anos devem ser deslocados outros dois mil. “A decisão foi pela transferência e não aumento do número total de colaboradores por não termos ainda previsão de aumento do nosso volume”, esclareceu a empresa.
Com isso, não haverá contrações locais. “Com a transferência da produção do Honda Fit para a nova fábrica, a contratação de um contingente maior em Itirapina resultaria em mão de obra ociosa em Sumaré”, disse.
“Os colaboradores das áreas de produção serão transferidos de Sumaré para Itirapina, assim, com esta reestruturação, não haverá novas contratações”, reforçou a assessoria.
Mesmo sem contratação de pessoal da região de Itirapina, a notícia ainda é positiva, já que a Ford afirmou estar decidida a fechar a fábrica do ABC Paulista, que vai aumentar o número de desempregados no país.
UNIDADES
A operação de automóveis conta com duas unidades produtivas no Brasil. A de Itirapina, que vai concentrar a partir deste ano a produção de todos os modelos da marca; e a de Sumaré, que vai focar na produção do conjunto do motor, incluindo fundição e usinagem; injeção plástica; engenharia da qualidade; planejamento industrial e logística.
“A unidade [Sumaré] também mantém a sede administrativa da Honda South America, o Centro de Pesquisa e Desenvolvimento de Automóveis, a Divisão de Peças e o Centro de Treinamento Técnico para concessionárias”, diz.
DEMORA
Questionada sobre os motivos que levaram à demora de três anos para entrar em operação, a empresa informou que aguardava uma “melhor previsibilidade do mercado”. “O início das operações na fábrica de Itirapina era previsto para o momento em que houvesse melhor previsibilidade do mercado”, argumenta.
REESTRUTURAÇÃO
A marca destaca ainda que a reestruturação visa reforçar a competitividade dos negócios da Honda para os próximos anos. “Proporcionando maiores ganhos de produtividade”, finaliza.
FORD
Vale destacar que a Ford anunciou no último dia 19 que vai fechar sua fábrica de São Bernardo do Campo, onde trabalham cerca de 3 mil pessoas. Em 2018, a fabricante disse que produziu apenas 19% dos caminhões e 12% dos carros do total da capacidade instalada na unidade, a mais antiga da empresa em operação no país.